QUEM SOU

UM RETRATISTA POR PAIXÃO

Por trás da lente existe um cara muito especial. Sensível, criativo e capaz de tornar um simples momento em obra de arte. Não é apenas um fotógrafo, é muito mais. Considera-se um retratista por adorar clicar pessoas nas mais variadas e inusitadas situações captando o que há de mais sutil e especial dando vida a fotografia. A paixão por fotografia chegou junto com seu segundo filho. “Comprei uma máquina, e como todo pai babão, comecei a fotografá-lo de todos os ângulos e situações possíveis. 

 

A fotografia está presente em sua vida há tempo. Seu pai, quando jovem foi fotógrafo.  Porém é raro ser clicado. “Adoro clicar, mas não gosto de ser clicado. Meu lugar no mundo da fotografia nunca foi na frente da câmera e aos 40 anos descobri isso”, admite. A partir daí iniciou no universo da fotografia através de muito estudo e dedicação buscando cada vez mais aperfeiçoar-se numa jornada que nunca tem fim e que a cada dia novas novidades e tecnologias surgem. Para tornar o hobby em profissão, passou a estudar com afinco. Dedica duas horas diárias para o estudo e pesquisas, fora as participações em cursos, mesas redonda, seminários, workshop, fóruns entre outros Mas esta jornada de buscas e aperfeiçoamento dá a ele muita alegria, realização e uma satisfação imensa. “não imagino minha vida sem a fotografia, ela me ensinou a olhar, escutar e principalmente sentir algo que nunca tinha sentido”,revela.

 

Marcelo é muito cuidadoso com seu trabalho, conduzindo-o com muito carinho, cuidado e busca pela perfeição, o que o leva a produzir fotos com resultados diferenciados e marcantes. Para ele a fotografia tem um alcance indescritível. ”Com o passar do tempo tenho sentido que consigo imprimir mais emoção nas minhas fotografias e isso tem elevado meu espírito a um nível que jamais tinha conseguido. Hoje a fotografia é a minha essência, é a descoberta de um novo mundo onde novos mundos surgem a cada click.

 

A máquina fotográfica tem sido sua parceira em todos os momentos. “Não saio sem ela, pois inesperadamente poderá surgir o cenário para “aquela” foto. Adoro registrar tudo o que vejo. A natureza é muito bela, a cada instante revela-se de forma diferente e deslumbrante”,esclarece. Quando decidiu dedicar-se ao mundo da fotografia, traçou algumas metas. Entre elas a de viajar para três locais distintos buscando as belezas de cada lugar visitado.  A primeira delas foi em 2013 quando rumou para a Amazônia. Lá permaneceu nove dias descobrindo e clicando tudo o que belo via ”Foi incrível. Conheci duas aldeias indígenas impressionantes. Foi uma experiência maravilhosa. Conheci novas culturas,  nadei com botos, sem contar o belíssimo cenário natural  a ser explorado pela minha lente”, descreve. A segunda viagem teve como destino a Bolívia, conhecida também  como Índia Ocidental dava aos costumes e crenças .Aconteceu em 2014 no mais autêntico estilo “mochilão”. “Foi surreal. Um cenário de filme com lagos, gelo, céu azul, montanhas, enfim, um local propício para  deixar fluir toda a inspiração. Fiquei impressionado com as variações de temperatura que chegou a 15 graus negativos durante a noite. Fiquei extasiado com tudo “, declara. A terceira viagem ainda não aconteceu e terá como destino a Índia com seus costumes e contrastes.

 

O fotógrafo, que é apaixonado pelo o que faz revela que o grande desafio é encontrar o belo, o perfeito para ser clicado onde ninguém consegue perceber. “É ter o olhar e agilidade de uma águia e a pureza de um beija flor. O poder terapêutico que a fotografia exerce tem me tornado uma pessoa melhor, mais consciente, saudável e humana” admite. Atualmente atua em vários ramos da fotografia seu leque é bastante variado, voltado sempre nas pessoas em seus vários momentos como, casamento, bodas, books, Newborn, partos, aniversários, formaturas entre outros momentos e acontecimentos especiais. Além de produtos diversos e a natureza em todas as suas formas e diversidade. Para ele, fotografar resume-se em uma citação que o poeta maior Carlos Drummond de Andrade  escreveu em um dos seus vários artigos, a respeito da inevitabilidade de que ”um procedimento técnico quando é feito com amor e dedicação acabe se transformando em algo poético.” “É o caso da fotografia, que ao captar e registrar uma fração de segundo, torna esta ação em poesia,” finaliza.

 

Matéria produzida pela jornalista Silvia Legnaghi e publicada na Revista Open edição de Abril de 2015

© 2017 por Marcelo Luis